quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Setor de caminhões busca recuperação
A troca de tecnologia combustível para caminhões para o Euro 5 foi crucial para a indústria em 2011, ano que foi registrado recorde em vendas. Frotistas e consumidores individuais adiantaram a compra dos veículos, para evitar a alta nos valores que a nova tecnologia demandaria. Para o ano seguinte, contudo, o avanço foi vilão. Com a base de comparação alta e com percalços inesperados, o volume de vendas no ano passado registrou queda de 20,22%.
Não foi só a alta base de comparação que prejudicou os números de 2012. O pequeno avanço da economia do País, complicações climáticas no Sul e taxa de juros alta afetaram os números. Além deles, a escassez de postos que vendiam o recém-implantado Diesel S50, imprescindível ao Euro 5 atrasou a saída dos novos caminhões das concessionárias.
Com uma queda tão intensa na atual situação econômica, o ano de 2013 só poderia ser de alta. As empresas e concessionárias estão otimistas, especialmente pelas medidas implantadas pelo governo no final de 2012 para incentivar o setor. Além da queda nos juros, o programa Finame – para a compra de caminhões – estipulou a taxa para empréstimos na compra de veículos de carga em 2,5%, valor menor que a inflação deve realizar no ano. “O programa foi garantido até o final do ano. O setor vai poder se programar”, afirma Alarico Assumpção Jr., presidente executivo da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
A indústria também está melhor preparada. Após uma baixa na produção no meio do ano de 2012, os contratos com fornecedores foram refeitos e algumas empresas estão operando em três turnos para conseguirem atender a demanda que esperam para o atual período. “Se adequar a produção leva até 120 dias, mas a indústria começou no final do ano passado”, diz Assumpção.
Um novo ano recorde
O ano de 2013 pode iniciar um movimento que vai viabilizar um novo ano recorde de vendas em 2014. Como 2011 as vendas foram muito altas, o crescimento de dois dígitos que o atual ano deve ter não será suficiente para bater o período anterior. Contudo, a linha faz o setor acreditar que a nova marca está próxima. “Acredito que em 2014 teremos um novo recorde, mas não tenho números para comprovar, é uma tendência que observo”, afirma Assumpção.
Mais mãos na mesma pizza
O atual ano marca, também, a chegada de novos concorrentes ao mercado brasileiro de caminhões, especialmente os chineses, como a Shaanxi e a Foton. “Eles estão vindo, pois acreditam no nosso mercado. A pizza continua a mesma, teremos que dividir”, diz o presidente executivo da Fenabrave.
Para Alarico Assumpção Jr., que também é um concessionário de caminhões, a empresa que fornecer o melhor produto, pós-venda e tiver uma rede de concessionários mais preparada vai levar a melhor nesta disputa. “Não podemos esquecer que caminhão é um bem de produção, precisa de qualidade e durabilidade”.
Além dos novos concorrentes, as empresas que já atuam no Brasil trouxeram novidades, como a Mercedes-Benz que vai ter produção intensa em sua nova planta em Juiz de Fora e a Ford que vai entrar com um novo caminhão no segmento de extrapesados.
Fonte: Isto É Dinheiro
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