sábado, 9 de fevereiro de 2013
Câmbio automático é grande aposta do mercado de caminhões
Além dos avanços na tecnologia de motores, com foco em redução de emissões, a indústria de caminhões brasileira tem outra aposta para elevar tecnologicamente os produtos aqui vendidos: o câmbio automático. O equipamento chegou primeiro aos modelos pesados e extrapesados, mas os leves e médios não ficarão de fora de mais este avanço.
A Volvo, por exemplo, desenvolveu uma caixa de câmbio automático específica para sua linha de caminhões F, a I-Shift, e oferece a opção no Brasil desde 2003. Apenas nas versões FH o equipamento já está presente em 90% das unidades vendidas.
A Volvo considera a caixa I-Shif um sucesso e planeja expandir a oferta para outros produtos vendidos no Brasil. Segundo Sérgio Gomes, diretor de estratégia de caminhões, o câmbio automático poderá chegar em breve aos modelos VM. O executivo explica que “este é um trabalho mais complexo, porque estamos desenvolvendo uma caixa para motor Cummins, ao contrário dos modelos F, que têm motores Volvo”.
Já a Mercedes-Benz oferece desde 2010 a opção em sua linha Actros, com caixas automatizadas – que assim como as automáticas permitem troca de marchas sem ação do motorista. A partir deste ano a fabricante incluiu o equipamento também na linha Axor, com motores 12 litros.
Apenas nas aplicações rodoviárias os caminhões com câmbio automatizado representavam 7% das vendas da M-B em 2010. Passaram a 17% em 2011 e saltaram a nada menos de 67% até julho de 2012. A fabricante também equipa com a caixa modelos Actros para aplicações fora de estrada, como em canteiros de grandes obras.
Segundo Cláudio Gasparetti, gerente de marketing do produto, a introdução deste tipo de tecnologia naturalmente inicia-se nos pesados e extrapesados: o custo não interfere de forma agressiva no preço final e o investimento se paga mais rápido do que nos veículos menores.
A decisão de oferecer o câmbio automatizado de série já representa a aposta da M-B no crescimento da demanda pelo equipamento no País, de acordo com Gasparetti. “Os ganhos são importantes, principalmente com relação à economia de combustível e de custo de manutenção. Também exige menos treinamento para seu uso, sem contar o conforto para o motorista.”
O executivo acredita que a tecnologia também chegará aos modelos leves e médios, mas não arrisca desenhar um calendário – pois nestes segmentos o preço de venda é preponderante para a escolha do cliente: “O mercado brasileiro está evoluindo rápido, os clientes estão mais informados e mais exigentes. A chegada de novas tecnologias em todos os segmentos deve seguir esta demanda”.
Em 2011 foi a vez da Iveco disputar o mercado de caminhões com câmbio automatizado, com o lançamento do Stralis Eurotronic. De abril do ano passado até este julho a fabricante somou 2 mil 650 unidades vendidas, das quais 1,5 mil apenas neste ano. O modelo já responde por 50% do volume Iveco no segmento, e 10% do total da marca. A montadora calcula que no ano que vem a participação das vendas de caminhões com este tipo de câmbio alcance 80% de seu total no segmento de pesados.
Apostando neste crescimento a Iveco já prepara lançamento de mais uma opção em sua linha de produtos: em 2013 chega ao mercado opção de câmbio automatizado para o Stralis com motor de 360 cv. Para as versões com motores acima de 360 cv o equipamento já é oferecido de série.
No Brasil a MAN Latin America começou a oferecer câmbio automatizado no modelo VW 17 250 em 2007, que deu lugar ao Volkswagen17 280 como motor Euro 5 neste ano, para aplicações em coleta de lixo, transporte de valores e construção civil.
Em abril a fabricante ampliou o portfólio com o lançamento do MAN TGX, que traz o equipamento de série.
Fonte: Autodata
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